A Firma
Quando comecei esta crônica fiquei na dúvida se colocaria o nome que coloquei ou ficaria com o título de “Os Restos do Samurai”, senão vejamos.
Quando estávamos de visita ao Japão para o batizado do Sharpei de Pamela, o tio de seu marido (do marido dela, é claro) um velho Samurai, faleceu. Como morrera virgem, e portanto sem filhos, é claro que o Sr. Sodouoku foi escolhido como o herdeiro natural . Da noite para o dia Pamela se transformou de esposa de um abastado japonês, em primeira dama de um império bilionário.
Segundo Pamela o Sr. Sodouoku Samurai, era do babado pois viveu toda a vida rodeado de espadas e jovens aprendizes que ele criava em um castelo medieval japonês. Como qualquer tia ocidental sem filhos, juntou uma considerável fortuna, a qual o marido de Pamela herdou.
Na viagem de volta ao Brasil veio-se discutindo a bordo qual seria a aplicação de tanta “bufunfa”.
Olhando à sua volta o Sr. Sodouoku embora viajando no conforto de uma primeira classe, percebeu que as aeromoças continuavam com aquela cara de plástico e que falavam como um gravador ou sintetizador de voz,”Bom dia”, “Boa tarde”, “Chá, café ou Coca Cola?” “Sim Senhor”, “Não Senhor” e por aí vai.
Fomos fazer uma visita à classe econômica, um equivalente da 3ª. classe ou da classe única dos velhos transatlânticos ( lembram do Titanic?...) e foi um horror, aquelas poltronas apertadas em que eles colocam os passageiros, as bandeijinhas de comida padrão de plástico, os banheiros onde era preciso cortar as unhas para entrar...
Depois da visita à belonave ficou decidido que ele criaria uma companhia aérea de classe única, só de primeira. As aeromoças seriam substituídas por bofes saradésinos e com sorrisos lindos. O grande problema foi escolher um nome para esta companhia, muitas das alternativas apontadas foram descartadas, senão vejamos:
- “Sodouoku Airways”, era obvio demais, não podemos nos esquecer daquela latino americana que há alguns anos atrás criou o “Ligue dejá, ligue dejá...”
- “Gay Air” nem pensar, era o que ela seria, mas...
- “Caras e Coroas”, muito manjado...
Depois de muitas outras opções foi escolhido o nome “AERO FUN”. Os aviões seriam discretos, apenas com umas margaridas na cauda.

Os aviões da Aero Fun

Classe única – só 1ª.
Deste modo a companhia aérea, tratada na intimidade como “A Firma”, decolou rumo ao sucesso, grande parte atribuída muito justamente ao dotes de sua bela e simpática tripulação.

Simpático, não?

Gostoso...
No mês passado fui a um casamento em Paris e adivinhem como fui? De Aero Fun, claro!
Fui...
MCT – A Rainha dos Ares


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